Por Professor Evandro Accadrolli
Mestre e especialista em Educação
Ter um plano de saúde deveria representar segurança. Para muitos servidores estaduais que vivem no interior de Santa Catarina, porém, o SC Saúde ainda significa longas viagens, gastos adicionais e dificuldade para encontrar médicos especialistas.
Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, foram apresentados relatos de falta de profissionais e serviços especializados nas 30 regionais da educação, além de descredenciamentos, burocracia e problemas de comunicação.
Em resposta oficial encaminhada à Assembleia em setembro de 2025, o próprio Governo do Estado reconheceu que os serviços de saúde permanecem concentrados nos grandes centros e que é necessário ampliar a rede nas regiões com maior carência.
Na prática, o servidor que mora no interior pode precisar percorrer dezenas ou até centenas de quilômetros para realizar uma consulta, um exame ou dar continuidade a um tratamento. Além do desgaste de quem já está doente, surgem despesas com transporte, alimentação e, em alguns casos, hospedagem.
Para o professor, esse deslocamento também interfere diretamente na rotina profissional. Uma consulta distante pode exigir um dia inteiro de viagem, comprometer planejamentos, avaliações e outras responsabilidades escolares.
Diante das dificuldades, muitos servidores acabam adiando cuidados importantes com a própria saúde.
O Governo do Estado precisa ampliar o credenciamento de profissionais em todas as regiões, garantir reembolso integral quando não houver atendimento disponível e divulgar informações claras sobre prestadores, especialidades e tempo de espera.
Não podemos aceitar um plano concentrado nos grandes centros e financiado por servidores de todo o estado.
Saúde não pode depender do endereço do servidor. Quem contribui mensalmente com o SC Saúde tem direito a atendimento digno, próximo e efetivo.


