Um detento de 56 anos, identificado como Carlos Chaves, foi encontrado morto dentro de uma cela do Presídio Regional de Lages, em Santa Catarina. O caso ocorreu na última semana, poucos dias após a transferência do preso para a unidade prisional.
Carlos havia sido transferido da comarca da Capital e cumpria uma pena superior a 70 anos por crimes de estupro e estupro de vulnerável envolvendo várias vítimas. Segundo fontes oficiais, o corpo foi localizado na área do banheiro de uma cela destinada à triagem, embaixo da pia. Havia sinais compatíveis com estrangulamento no pescoço, conforme informações preliminares.
A ocorrência veio à tona por volta do meio-dia, quando um policial penal ouviu chamados vindos da galeria e abriu a cela. De acordo com o boletim inicial, um outro interno, de 31 anos, teria assumido de imediato a autoria do homicídio. O suspeito teria declarado pertencer à facção PCC e relatado ter sufocado o companheiro de cela.
O homem apontado como autor possui histórico extenso de apreensões e prisões, com quase 100 registros em sua ficha. Após a constatação do crime, a direção do presídio isolou a área para procedimentos, comunicou a Polícia Civil e acionou o Instituto Geral de Perícias (IGP) para realização de perícia no local e remoção do corpo.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime e ouvir testemunhas, entre elas outros internos e agentes penitenciários presentes no horário. A investigação deverá verificar motivação, dinâmica do homicídio e eventuais falhas nos procedimentos de custódia e segurança. Também será averiguado o tempo exato entre o suposto ato e o descobrimento do corpo.
A Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SEAP) foi acionada e, em nota (aguardando posicionamento), informou que colabora com as autoridades competentes e que medidas internas foram adotadas para reforçar a segurança e preservar a ordem no estabelecimento.
A família de Carlos Chaves foi comunicada sobre o óbito.
O caso levanta questionamentos sobre a gestão de triagem e a vigilância em celas de recém-chegados, bem como sobre a presença de facções e a segurança interna das unidades prisionais. Autoridades locais disseram que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.

