Chapecó — O adolescente Vitor Gabriel Mezetti, de 15 anos, morreu após ser esfaqueado durante uma briga dentro de uma escola de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu nesta semana e gerou comoção na cidade, reacendendo o debate sobre segurança no ambiente escolar.
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu dentro das dependências da unidade de ensino quando, por motivos ainda em apuração, Vitor se envolveu em uma discussão com outro estudante de 16 anos. Testemunhas relataram que a confusão evoluiu rapidamente e terminou com a vítima atingida por golpe(s) de faca.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e fizeram manobras de reanimação no local.
O adolescente foi encaminhado em estado grave a um hospital da região, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu poucas horas depois.
O suspeito, também adolescente, foi apreendido pela polícia nas imediações da escola e conduzido à delegacia para prestar depoimento. A investigação está a cargo da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da briga, a motivação do crime e se houve participação de outras pessoas. O caso será tratado em ambiente sigiloso por envolver menores.
Repercussão e posicionamentos
A morte de Vitor provocou profunda comoção entre colegas, professores e moradores de Chapecó. Em nota, um professor da escola manifestou “profunda tristeza e indignação”, afirmando que a escola deve ser espaço de aprendizagem, acolhimento e respeito, e que é inaceitável que a violência chegue a esse ambiente. O docente pediu união de famílias, instituições e poder público para promoção da cultura de paz e prestou solidariedade aos familiares e amigos.

Autoridades locais ainda não divulgaram uma nota oficial detalhando medidas imediatas após o episódio. Representantes do município e da Secretaria de Educação devem ser procurados para esclarecer protocolos de segurança da instituição e ações previstas para atendimento psicossocial a estudantes e funcionários.
Contexto e medidas de prevenção
- Casos de violência em escolas reacendem debates sobre prevenção e segurança escolar, incluindo:
- necessidade de monitoramento e controle de acesso nas unidades;
- programas de mediação de conflitos e educação socioemocional;
- capacitação de professores para identificação precoce de sinais de risco;
- integração entre família, escola e serviços de assistência para atendimento a jovens em situação de vulnerabilidade.
- O episódio também reforça a importância de campanhas de prevenção à violência com foco em diálogo, respeito e apoio à saúde mental de adolescentes.
Próximos passos na investigação
A Polícia Civil deve ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança da escola e da região, além de encaminhar o suspeito às medidas socioeducativas previstas para atos infracionais cometidos por menores. A apuração esclarecerá a dinâmica da briga, a arma utilizada e eventual premeditação.

