Mãe perde bebê após parto no Hospital Ruth Cardoso e família cobra respostas

A morte da recém-nascida Aurora, filha de Nataly Gabriele da Silva, no Hospital Regional Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, deixou a família em luto e motivou questionamentos sobre a assistência prestada durante o parto. Segundo o relato dos familiares, a gestante estava com 41 semanas e 2 dias e permaneceu mais de 27 horas em indução para parto normal, sem que uma cesárea fosse realizada.

A família afirma que a bebê aspirou mecônio — fezes eliminadas pelo feto dentro do útero — e que, apesar dos cuidados na UTI Neonatal, não resistiu. Os parentes denunciam possível negligência médica e cobram uma investigação completa para esclarecer as circunstâncias do óbito.

O que diz a família

Em contato com a reportagem, familiares relataram que Nataly chegou à maternidade para dar à luz Aurora, mas o parto não evoluiu como esperado. De acordo com o relato, a indução se estendeu por mais de 27 horas, enquanto a família questionava a necessidade de uma cesárea.
Para os familiares, a demora na decisão e a aspiração de mecônio teriam contribuído para o agravamento do quadro da recém-nascida. A família diz que busca respostas sobre cada etapa do atendimento e defende que o caso seja apurado com rigor.

Posição do hospital

Procurado, o Hospital Regional Ruth Cardoso manifestou solidariedade à família pelo falecimento do recém-nascido. A direção informou que recebeu o relato dos familiares, incluindo os questionamentos sobre a condução do parto, e que está apurando rigorosamente os fatos relacionados à assistência prestada.

Em nota, a instituição afirmou que analisa os registros assistenciais e a conduta médica adotada para esclarecer as circunstâncias do caso. O hospital confirmou que a bebê foi encaminhada à UTI Neonatal, onde recebeu cuidados especializados, mas não resistiu.

A direção reforçou o compromisso com a segurança assistencial, a apuração responsável dos fatos e o respeito à família, preservando a privacidade dos envolvidos.

Caso segue sob apuração

Até o fechamento desta reportagem, não havia informação oficial sobre a conclusão da apuração interna, laudos periciais ou eventual abertura de investigação específica relacionada ao óbito de Aurora. As alegações da família seguem como denúncia e não como fato comprovado.

O caso reacende a discussão sobre a segurança no atendimento obstétrico e neonatal no Litoral Norte de Santa Catarina. A reportagem segue acompanhando o caso e buscará atualizações junto ao hospital, à Secretaria de Saúde e aos órgãos responsáveis pela fiscalização da assistência médica.
Que a pequena Aurora descanse em paz. 🤍

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