Por Pozzobon Repórter
A 11ª edição da tradicional Festa Nacional do Trator, em Irineópolis (SC), foi oficialmente adiada. O anúncio foi feito pelo prefeito Juliano Pozzi Pereira (PSDB), após uma análise criteriosa da viabilidade do evento diante do cenário jurídico atual envolvendo a empresa responsável pela organização.
O motivo central da decisão é a deflagração da Operação Pão e Circo, conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A investigação apura um esquema de fraude em licitações e formação de cartel na contratação de shows artísticos em pelo menos 18 municípios catarinenses.
Impacto na organização
O município de Irineópolis está no centro das atenções por ter contratado a *Spinelli Produções*. O proprietário da empresa, José Clemir Spinelli, foi preso preventivamente sob a acusação de ser o líder do cartel que operava o esquema.

Segundo o prefeito Juliano Pozzi, a prisão do organizador tornou a realização da festa inviável. “O organizador era a alma da empresa, quem botava a mão na massa e detinha os contatos fundamentais para o evento. Tentamos a nomeação de um administrador substituto, mas, em conjunto com o jurídico da empresa, entendemos que não seria possível manter o cronograma”, explicou o prefeito.
Preocupação com recursos e investimentos
Diante da incerteza, a Prefeitura busca agora resguardar o patrimônio público e os interesses de terceiros. A administração municipal confirmou que já havia realizado um adiantamento financeiro à empresa para o custeio de despesas iniciais. Além disso, a dúvida paira sobre expositores e cidadãos que já haviam adquirido camarotes e ingressos.
“O adiamento, por tempo indeterminado, visa justamente proteger os interesses de todos que investiram na festa, enquanto avaliamos as condições legais para uma possível realização em outro momento”, completou o gestor.
Colaboração com a Justiça
Em nota oficial, a Prefeitura de Irineópolis reforçou que está em total colaboração com as autoridades, fornecendo toda a documentação solicitada pelos investigadores. O executivo municipal aguarda os próximos passos do processo legal para definir as medidas administrativas cabíveis.
O esquema
A Operação Pão e Circo revelou uma rede complexa de crimes que incluía o pagamento de propinas a agentes públicos e a utilização de saques em espécie para tentar ocultar o fluxo de valores desviados dos cofres públicos.
O caso segue em investigação, e nossa equipe continuará acompanhando os desdobramentos para manter você, leitor, informado sobre o futuro deste importante evento para a nossa região.
Operação “Pão e Circo” investiga cartel e fraudes em licitações de shows em 17 cidades de SC

