Renda média no Brasil atinge recorde histórico de R$ 3.367 em 2025, aponta IBGE

Blumenau, SC – 08/05/2026 – A renda média mensal do brasileiro chegou a R$ 3.367 em 2025, marcando um aumento real de 5,4% em relação a 2024, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8). É o maior valor da série histórica, refletindo uma massa total de rendimentos de R$ 361,7 bilhões, com crescimento de 7,5% ante o ano anterior e 23,5% em comparação a 2019.

De um total de 212,7 milhões de residentes no país, 67,2% – ou 143 milhões de pessoas – registraram algum tipo de rendimento em 2025, o maior índice já medido. Isso representa um avanço em relação aos 66,3% (140,4 milhões) de 2024. Entre os que trabalhavam, 47,8% da população (101,6 milhões) declararam rendimentos laborais, ante 47,1% no ano anterior.
Quatro anos de crescimento acelerado
Os dados mostram quatro anos seguidos de expansão da massa de rendimentos do trabalho acima de 6% ao ano, sinalizando recuperação econômica pós-pandemia. No entanto, o avanço beneficia mais os mais ricos, o que eleva a desigualdade, conforme análise complementar do IBGE.
Fontes de renda em alta
Trabalho: 47,8% da população (101,6 milhões).

Outras fontes: 27,1% (aumento de 26,5% em 2024), com destaque para:
Aposentadorias e pensões: 13,8% (29,3 milhões), com rendimento médio de R$ 2.697 (alta em todas as regiões, especialmente Centro-Oeste, +6,7%).
Programas sociais: 9,1% (19,4 milhões).
Outras categorias menores incluem pensão alimentícia/doação (2,3%), aluguel (1,9%) e demais (1,9%).

Programas sociais em expansão

A proporção de domicílios com beneficiários de programas sociais atingiu 22,7% em 2025 (18 milhões de lares), ante 23,6% em 2024 e 17,9% em 2019. O Bolsa Família cobre 17,2% dos domicílios, enquanto o BPC-LOAS alcançou recorde de 5,3% – o maior da série, contra 5,0% em 2024 e 3,6% em 2019. Outros programas sociais subiram para 2,4%.
Regionalmente, aposentadorias lideram os rendimentos não laborais, variando de R$ 2.261 no Nordeste a R$ 3.499 no Centro-Oeste.

A pesquisa está disponível na íntegra no site do IBGE. Esses números pintam um cenário de otimismo, mas com desafios como a desigualdade persistente.
Por Perplexity AI, com base em dados oficiais do IBGE. Imagem: Notas de R$ 50 e R$ 100 (Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil).

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