Pavan prorroga prazo para Câmara apresentar alternativa à implantação da ETE

Prefeito aguarda audiência pública marcada para o dia 29 de setembro antes de definir a área onde será construída a Estação de Tratamento de Esgoto.

O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, prorrogou até o dia 30 de setembro o prazo para que a Câmara de Vereadores apresente uma alternativa viável para a implantação da futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município.

A decisão foi tomada após o Legislativo anunciar uma audiência pública para o dia 29 de setembro, às 19h, na Escola Abalor Américo Madeira, no bairro Conde Vila Verde. O encontro deverá reunir moradores, lideranças políticas e representantes da comunidade para discutir a localização da estrutura.

A área atualmente indicada para a instalação da ETE fica no Centro de Camboriú, em um terreno disponibilizado pelo Instituto Federal Catarinense (IFC). O local é defendido pela Administração Municipal por apresentar, segundo o prefeito, melhor relação entre custo e benefício, além de localização considerada adequada para atender às necessidades do município.

A proposta prevê que a implantação da estação seja custeada integralmente pela concessionária responsável pelo serviço de saneamento, sem necessidade de investimento direto da Prefeitura.

A definição da área é considerada urgente, já que Camboriú precisa avançar na implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, uma demanda histórica da população.

Prefeito afirma ter ampliado diálogo

Moradores do Conde Vila Verde e algumas lideranças políticas manifestaram contrariedade à escolha do terreno do IFC. Até o momento, no entanto, conforme o prefeito, não foi apresentada uma alternativa com as mesmas condições técnicas, territoriais e financeiras da área atualmente indicada.

Pavan destacou que foi “generoso” ao abrir espaço para que os vereadores buscassem uma solução diferente. Inicialmente, o prefeito havia concedido um prazo de 30 dias para que o Legislativo apresentasse uma nova área. Como nenhuma alternativa considerada viável foi formalizada dentro do período, o Município poderia dar prosseguimento à escolha do terreno do IFC.

Mesmo assim, o prefeito decidiu conceder mais alguns dias para que a Câmara realize a audiência pública e apresente uma proposta concreta até 30 de setembro.

“O diálogo é fundamental. Estamos garantindo que a audiência pública aconteça e que todas as alternativas possíveis sejam apresentadas e analisadas. Ao mesmo tempo, precisamos ter responsabilidade e avançar para uma solução concreta para um problema que Camboriú espera há décadas”, afirmou Leonel Pavan.

Área do IFC continua sendo a preferência
De acordo com o prefeito, o terreno do IFC permanece como a melhor opção para a construção da ETE, não apenas pelo custo-benefício, mas também pela localização e pelas características do espaço.
Pavan também afirmou que a área fica em uma região mais baixa e cercada por vegetação, além de estar distante das áreas residenciais do Conde Vila Verde. Na avaliação do governo municipal, a implantação da estação poderá contribuir para a valorização imobiliária e para a melhoria da qualidade de vida da população.

A Administração Municipal sustenta ainda que a instalação do sistema de esgoto é necessária para reduzir lançamentos clandestinos, melhorar as condições ambientais e proteger o Rio Camboriú. O tratamento adequado também é apontado como uma medida importante para a saúde pública e para o desenvolvimento urbano da cidade.

Novo prazo termina em 30 de setembro

A audiência pública está marcada para o dia 29 de setembro. Após o encontro, a Câmara terá até o dia 30 para encaminhar ao Executivo uma alternativa que seja tecnicamente adequada, financeiramente viável e compatível com o projeto da Estação de Tratamento de Esgoto.
Caso nenhuma nova área seja apresentada dentro do prazo, a Prefeitura poderá prosseguir com a implantação da ETE no terreno disponibilizado pelo IFC.

A definição é considerada estratégica para Camboriú, que precisa avançar no saneamento básico e garantir a implantação da rede de coleta e tratamento de esgoto. Para o município, a prioridade é encontrar uma solução que não gere custos à Prefeitura e que possa atender à população pelas próximas décadas.

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