NOVA PEÇA NO ESCÂNDALO DOS R$ 61 MILHÕES DO FILME SOBRE BOLSONARO

A cada hora, surge uma nova reviravolta no caso que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o polêmico filme Dark Horse (algo como “O Azarão”, em tradução livre), um projeto que prometia glorificar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O que era para ser um thriller de “baixíssimo orçamento” virou um rombo financeiro de R$ 61 milhões – e ninguém explica para onde foi o dinheiro.

A produtora responsável nega veementemente ter recebido qualquer centavo de Daniel Vorcaro, o empresário acusado de ser o suposto financiador.

“Não tenho absolutamente nenhum recurso oriundo dessa pessoa”, afirmou Karina Gama, sócia-administradora da empresa.

Áudios vazados, porém, revelam parcelas atrasadas e cobranças da própria produtora, contradizendo a versão oficial.
Para onde foram os R$ 61 milhões?

Investigadores já rastrearam pelo menos US$ 2 milhões (cerca de R$ 11 milhões) enviados para uma empresa no Texas, nos EUA, ligada a Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Detalhe bombástico: o advogado da empresa é o mesmo que defende o deputado. Flávio Bolsonaro, em entrevista, inicialmente negou envolvimento, mas depois admitiu ter pedido recursos a Vorcaro – insistindo que “não era dinheiro público”. Todos sabem, porém, que o “master” citado vem de desvios de fundos públicos, investidores e até do INSS.

Há menções a apartamentos comprados com dinheiro de banco em esquemas de fraude.

A intimidade entre Flávio e Vorcaro salta aos olhos nos áudios: o senador chama o empresário de “porcaria irmão”, menciona o “momento difícil” que ele vive e até combina um encontro na casa de Vorcaro com o diretor do filme. Mensagens reforçam laços pessoais e negociações diretas.

Dos bastidores do ‘baixíssimo orçamento’ à crise bolsonarista

Idealizado pelo deputado Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura no governo Bolsonaro e produtor executivo, Dark Horse retrata o ex-presidente entre a vida e a morte após a facada em Juiz de Fora (MG), em 2018. Frias descreveu o projeto como de “baixíssimo orçamento para padrões americanos”, mas os valores explodiram: de um plano modesto a milhões solicitados a Vorcaro.

Flávio nega qualquer sociedade na produção ou produtora. Seu papel? Apenas ceder direitos de imagem da família – e o peso do sobrenome Bolsonaro para atrair investidores. Frias se manifestou recentemente, mas o escândalo só cresce.

O senador não comentou as novas evidências. A PF avança nas investigações. Fique ligado: mais peças devem cair.

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