Limeira (SP) — Uma atividade de rope jumping terminou em tragédia na tarde de sábado (13) na chamada Ponte do Esqueleto, estrutura antiga e fora de operação há mais de 30 anos. A estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada da altura aproximada de 40 metros, segundo apuração.
O salto era oferecido por duas empresas — Entre Cordas e Ih Voei — que cobravam R$ 180 por participante em ações divulgadas com o slogan “Salto pro extraordinário”. Outras edições da atividade já estavam agendadas, mas foram imediatamente suspensas após o acidente.
Investigação e responsabilização
Conforme investigações em andamento, o desfecho fatal foi causado por um erro grave de execução: os responsáveis pela atividade teriam deixado de fixar corretamente a linha de segurança na jovem antes do salto. O momento do acidente foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam a prática no local e integra o material apurado pelos policiais.
Seis pessoas ligadas às empresas foram conduzidas à delegacia pela Polícia Militar. A Polícia Civil classificou o caso como homicídio com dolo eventual — figura jurídica aplicada quando o agente negligencia normas básicas de segurança e assume o risco de provocar a morte. Após análise, três dos envolvidos tiveram a prisão preventiva decretada.
Local e histórico de risco
A Ponte do Esqueleto já é conhecida na região por reunir praticantes de modalidades radicais sem autorização oficial e já registrou outros acidentes graves no passado. A estrutura, desativada há décadas, não possui homologação nem certificação técnica para receber esse tipo de atividade, segundo especialistas consultados.
Há ainda divergências jurídicas sobre a responsabilidade pela fiscalização do local, com disputas entre a prefeitura municipal e órgãos federais sobre competência para controlar o uso da estrutura e autorizar eventos.
O caso provocou comoção nacional e reacendeu o debate sobre a necessidade de regulamentação mais rígida para esportes radicais, especialmente quando realizados em áreas não homologadas e sem supervisão técnica adequada. Entidades de segurança e profissionais do setor pedem normas claras, certificação de equipamentos e capacitação obrigatória de equipes.
Procuradas, as empresas Entre Cordas e Ih Voei ainda não se manifestaram oficialmente. A prefeitura de Limeira e a Polícia Civil informaram que continuam acompanhando as investigações e prestarão esclarecimentos assim que houver novas conclusões periciais.
Familiares e a ocorrência
A família de Maria Eduarda foi comunicada e recebe atendimento. O velório e o sepultamento ainda não foram divulgados. Autoridades orientam evitar aglomerações e destacam a importância de aguardar os resultados das perícias para responsabilizações formais.
O caso segue sob investigação. Reportagem atualiza conforme novas informações são divulgadas pela polícia e órgãos competentes.
Via: Alexandre Ruffino

