Com a inclusão de uma ZPE (Zona de Processamento de Exportação), o empreendimento, que já conta com investimentos garantidos, visa colocar Camboriú como referência nacional em desenvolvimento logístico e fiscal.
O cenário econômico de Camboriú está prestes a passar por uma mudança estrutural sem precedentes. O projeto do Aero Park Camboriú, idealizado para ser um complexo multissetorial de grande porte, superou as expectativas iniciais e precisou ser ampliado mais de 30 vezes durante sua fase de planejamento. O que começou como uma proposta de infraestrutura aeroportuária tornou-se um dos maiores motores de desenvolvimento da história do município.
Expansão estratégica
Segundo Valmir Tartari, representante da VexCapital e um dos líderes do grupo investidor, a necessidade de expansão surgiu da alta procura de empresários interessados em se instalar na cidade. A área total do empreendimento, que inicialmente previa cerca de 1 milhão de metros quadrados, foi triplicada, alcançando 3 milhões de metros quadrados.
“O projeto cresceu mais do que imaginávamos. A demanda por espaço e a inclusão da ZPE nos obrigaram a negociar mais áreas para garantir que o complexo comporte todas as empresas que desejam se instalar aqui”, explicou Tartari.
O impacto da ZPE: Um divisor de águas
O grande diferencial do Aero Park é a implementação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Trata-se de uma área de livre comércio destinada à instalação de empresas voltadas à exportação, que gozam de benefícios fiscais e facilidades aduaneiras.
Para Camboriú, isso representa uma virada de chave. Atualmente, o município enfrenta desafios em seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o que dificulta a atração de profissionais de alto nível, especialmente nas áreas de saúde e educação, devido à limitação orçamentária para oferecer salários competitivos. Com a arrecadação de impostos gerada pelo novo parque industrial e logístico, a prefeitura projeta um aumento significativo na receita, permitindo investimentos robustos em serviços públicos essenciais.

“Bola está com o poder público”
O grupo investidor já formalizou a entrega dos documentos à prefeitura e confirmou que os projetos técnicos e estudos ambientais estão concluídos. De acordo com os investidores, os recursos financeiros para o início imediato das obras já estão disponíveis.
“Estamos com o projeto pronto e o valor em caixa. Agora, a bola está com o poder público. Dependemos dos trâmites legais e da agilidade dos órgãos competentes para que possamos começar a mexer na terra o quanto antes”, afirmou Tartari.
A expectativa é que o Aero Park não apenas gere milhares de empregos diretos e indiretos, mas que projete Camboriú para o cenário nacional, visto que poucas cidades brasileiras possuem uma ZPE ativa, consolidando o município como um polo de inovação e negócios na região da Foz do Vale do Itajaí.


