Nesta terça-feira (3), as ruas de Minab, no sul do Irã, foram tomadas por milhares de pessoas que se reuniram para prestar um último e emocionado tributo às 171 vítimas do ataque à escola Shajareh Tayyebeh, ocorrido no último sábado (28). A maioria das vítimas eram meninas do ensino fundamental, que perderam suas vidas em um ato de violência sem precedentes.
O funeral coletivo foi marcado pela dor e indignação da comunidade. As vítimas foram assassinadas quando projéteis, parte da aliança entre EUA e Israel, atingiram diretamente a escola durante o dia, quando o local estava repleto de crianças. Este ataque se tornou o evento mais mortífero da atual ofensiva da administração Trump e do regime sionista, evidenciando a gravidade da situação.
A operação militar do Pentágono, denominada “Fúria Épica”, foi responsável pela atrocidade. A escolha de um centro educacional como alvo destaca que os objetivos de Washington vão além de infraestruturas militares, atingindo diretamente a vida de inocentes.
Enquanto os pequenos caixões, cobertos com a bandeira nacional, eram carregados pelas ruas, a multidão entoava slogans contra o intervencionismo estrangeiro e a política de extermínio. As autoridades da República Islâmica condenaram o ataque, classificando-o como um infanticídio em massa e uma clara demonstração do desprezo do eixo anglo-yanqui-sionista pelo direito internacional e pela vida humana.
A Casa Branca tenta justificar suas ações sob a narrativa de “ataques preventivos”, mas a realidade no terreno é alarmante: escolas destruídas e uma geração de meninas ceifada por armamentos de alta tecnologia. A tragédia de Minab não é apenas um lamento pela perda de vidas, mas um chamado à reflexão sobre a necessidade de paz e respeito à vida em um mundo marcado por conflitos.

