Blumenau, SC – O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do futebol de Santa Catarina aplicou, nesta terça-feira (4), uma punição preventiva ao Joinville Esporte Clube (JEC) por conta dos graves incidentes envolvendo sua torcida na partida contra o Marcílio Dias, válida pela segunda fase do Campeonato Catarinense 2026.
O presidente do TJD, Mário Bertoncini, acatou pedido do procurador Marcelo Silveira e determinou a perda do mando de campo em três jogos, com portões fechados e sem venda de ingressos.O jogo, disputado na Arena Joinville, terminou com vitória do Marcílio Dias por 4 a 2 e foi paralisado por 52 minutos no segundo tempo devido a sinalizadores arremessados no gramado – o que ocorreu em dois momentos distintos.
A súmula do árbitro Braulio da Silva Machado relata ainda o lançamento de outros objetos e confronto entre torcedores do JEC e a Polícia Militar.

As imagens capturadas pela assessoria do Marcílio Dias mostram o caos no campo (foto: Vica Bueno/Marcílio Dias).
A decisão veio na forma de uma “medida inominada”, instrumento jurídico de urgência similar a uma liminar, para garantir a eficácia do processo. No despacho, Bertoncini invocou princípios do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), como legalidade, moralidade e o espírito desportivo (fair play), além do Regulamento Geral das Competições da CBF e da FCF.
“Assim sendo, vejo por bem (…) aplicar PREVENTIVAMENTE a pena perda do mando de campo por três partidas ao Joinville Esporte Clube, DETERMINANDO que jogos em que for mandante neste interregno se realizem com portões fechados”, escreveu o presidente.
O JEC, que acumula três meses sem vitórias, foi notificado imediatamente.
Em tese, a torcida tricolor fica barrada até o julgamento final, previsto para terça-feira (10), na véspera do próximo jogo em casa, contra o Carlos Renaux, no dia 13. Caso condenado, o clube pode jogar os dois confrontos restantes do “quadrangular da morte” – o segundo contra o Figueirense, em 1º de março – sem público na Arena Joinville.

A medida preventiva reflete a gravidade dos atos, segundo o procurador Silveira, e visa preservar a continuidade e estabilidade do Catarinense 2026. O Joinville ainda não se manifestou oficialmente sobre a punição.

