Senegal conquista bicampeonato da Copa Africana em final católica 

Mané traz time de volta após polêmica e Leões levam título na prorrogação. 

18/01/2026 18h08 – Atualizado há 5 minutosEm uma final histórica e repleta de drama no Estádio Ibn Battuta, em Rabat, o Senegal ergueu seu segundo título da Copa Africana de Nações (CAN) ao bater o Marrocos por 1 a 0 na prorrogação. O herói da conquista? Não só Pape Gueye, autor do gol decisivo, mas acima de tudo Sadio Mané, o ídolo senegalês que evitou o colapso da equipe em meio a uma confusão épica provocada por um pênalti polêmico. Sem a liderança do ex-atacante do Liverpool, o bicampeonato poderia ter escapado.

A partida, válida pela final da CAN 2026, estava empatada em 0 a 0 no fim do tempo regulamentar quando o árbitro egípcio Mohamed El Halwani, após consulta demorada ao VAR, marcou pênalti a favor do Marrocos. A jogada envolveu El Hadji Malick Diouf, zagueiro senegalês, que supostamente derrubou Brahim Díaz (meia do Real Madrid) na área.

A decisão gerou revolta imediata: jogadores senegaleses cercaram o juiz, o técnico Pape Thiaw gesticulou furiosamente e ordenou que o time deixasse o gramado em protesto.

Senegal abandona o campo por minutos – e aí entra Mané, o capitão eterno.
Os Leões de Teranga saíram de campo aos 47 minutos do segundo tempo, com torcedores marroquinos vaiando e a FIFA ameaçando declarar o Marrocos vencedor por W.O. Mas Sadio Mané, 33 anos, símbolo da geração vitoriosa de 2022 (quando Senegal levou o primeiro título), assumiu o protagonismo fora das quatro linhas.

O astro, que voltou à seleção como capitão motivacional apesar de jogar no Al-Nassr, reuniu os companheiros no vestiário e os convenceu a retornar.

“Mané foi essencial: ele gritou que abandonar era entregar o sonho do povo senegalês”, relatou um auxiliar técnico à TV beIN Sports.

Em menos de 10 minutos, o time voltou, sob aplausos mistos da torcida.A cena surreal culminou com Brahim Díaz na cobrança: confiante, o marroquino optou pela “cavadinha” (cobrança sem força, por cima do goleiro). Edouard Mendy, ídolo senegalês e herói de 2022, esperou quieto e defendeu com tranquilidade no meio do gol – um erro tático que viralizou nas redes.

A prorrogação veio eletrizante: aos 105 minutos, Pape Gueye, volante do Marselha, invadiu a área após tabela com Ismaila Sarr e finalizou cruzado para o fundo das redes. Marrocos pressionou, mas Mendy brilhou novamente, garantindo o 1 a 0.

O impacto de Mané: mais que um jogador, um líder nacionalMané não marcou, mas foi o coração da conquista. Treinado na Academy Génération Foot e ídolo em Dakar, ele dedicou o título “ao Senegal que luta todos os dias”.

Foi sua terceira CAN como protagonista – em 2022, decidiu a final nos pênaltis contra o Egito. “Sem Mané, teríamos perdido tudo”, elogiou Gueye pós-jogo. O lance reforça seu legado: de garoto pobre em Bambali a capitão que une uma nação.

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