Balneário Camboriú, 5 de março de 2026 – Usuários do transporte intermunicipal entre Balneário Camboriú e cidades vizinhas como Itajaí, Camboriú, Itapema e Porto Belo já sentem no bolso o impacto de um reajuste de 10,5% nas tarifas.
Autorizado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), o aumento entrou em vigor nesta semana e gerou uma onda de reclamações sobre preços altos, falta de ônibus nos fins de semana e condições precárias dos veículos.
A medida foi definida pela Resolução nº 384 da Aresc, publicada no Diário Oficial do Estado em 4 de fevereiro. Após um prazo de 30 dias para adaptação, os novos valores começaram a valer a partir de 6 de março.
As tarifas foram reajustadas com base na distância percorrida, impactando diretamente os principais trechos da Costa Esmeralda e entorno.
Entre os ajustes mais sentidos:
- Balneário Camboriú x Itajaí: R$ 7,90
- Camboriú x Itajaí: R$ 7,90
- tapema x Itajaí: R$ 9,90
- Porto Belo x Itajaí: R$ 10,40
Apesar da justificativa oficial da Aresc – que cita custos operacionais crescentes, como combustível e manutenção –, o reajuste não veio acompanhado de melhorias no serviço. Usuários relatam superlotação, horários limitados e higiene deficiente nos ônibus operados pela Viação Praiana, concessionária responsável pelas linhas.
“É um descaso com nós, que dependemos do transporte público”, desabafou Nida, moradora da região, em mensagens enviadas a grupos locais na noite de 3 de março.
Só tem ônibus de segunda a sexta, e sem falar da falta de higiene.
“Hoje tava impossível ficar dentro do ônibus, o cheiro de xixi tava demais, tanto nos bancos como nas cortinas.”Reclamações semelhantes circulam em redes sociais e aplicativos de mobilidade.
Muitos apontam a ausência de linhas nos fins de semana e feriados, o que força moradores a recorrerem a apps de carona ou veículos particulares, agravando o trânsito na BR-101.
“Pagamos mais para viajar pior”, resume outro usuário em postagens recentes no Instagram.
A Viação Praiana e a Aresc foram procuradas pela reportagem, mas não responderam até o fechamento desta edição. A agência reguladora afirma que o reajuste segue fórmula indexada à inflação e custos setoriais, mas promete fiscalizações para coibir irregularidades.
Enquanto isso, prefeitos da região, como de Balneário Camboriú e Itajaí, discutem em fóruns municipais alternativas como subsídios ou expansão de linhas metropolitanas.
Para os usuários, no entanto, a solução urge: com o turismo aquecendo para o outono, o transporte público precisa andar na frente das tarifas.
Jornalismo O Janelão

