São Paulo, 31 de março de 2026 – O PSD, partido liderado por Gilberto Kassab, oficializou nesta segunda-feira (30) a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República.
A decisão foi anunciada em comunicado à imprensa na sede da sigla, no centro de São Paulo. Aos 76 anos, Caiado superou a disputa interna com o governador do Paraná, Ratinho Junior – que desistiu da corrida –, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
Em sua fala, Caiado prometeu que, se eleito, seu primeiro ato seria conceder “anistia ampla, geral e irrestrita” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em regime domiciliar e condenado por tentativa de golpe de Estado.
“Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria a todos aqueles que rebelaram realmente em uma verdadeira tentativa de golpe pela Aeronáutica”, declarou o governador goiano.
A declaração gerou reações imediatas nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos. Usuários de esquerda e centro-esquerda acusaram Caiado de priorizar “golpistas” em vez de propostas para o Brasil.
“Em vez de falar o que penso para o Brasil para governar, já começa defendendo golpista. Extrema-direita já tem dois candidatos”, comentou um perfil popular no X (antigo Twitter), refletindo o tom de diversas postagens. Outros internautas ligaram a fala à postura do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sugerindo que a “polarização irá continuar no Brasil”.
Críticos também preveem dificuldades para Caiado nas eleições de 2026.
“Caiado com certeza não chega aos dois dígitos nessa próxima eleição, provavelmente será uma terceira via de base para ajudar na candidatura de Flávio Bolsonaro em possíveis viradas no primeiro turno”, escreveu um usuário, ecoando análises de que o pré-candidato poderia servir de ponte para a família Bolsonaro.
O PSD, terceira maior bancada na Câmara dos Deputados, busca se posicionar como alternativa de centro-direita no pleito. Caiado, médico e político experiente, governa Goiás desde 2019 e é conhecido por seu alinhamento conservador.
A pré-candidatura ainda depende de alianças e confirmações formais até as convenções partidárias, em julho.

