Projeto do Polo de Altas Habilidades trata sobre inclusão digital na terceira idade

Questionário para idosos está disponível até 10 de setembro.

Os estudantes do Polo de Atendimento Educacional Especializado em Altas Habilidades/Superdotação de Balneário Camboriú iniciaram o desenvolvimento, ao longo do mês de agosto, do Projeto Conectando Gerações, que trata sobre a inclusão digital na terceira idade. A primeira fase do estudo consiste na formulação e distribuição de questionário diagnóstico voltado a pessoas maiores de 60 anos.

No questionário, há perguntas relacionadas à faixa etária, tipo de dispositivo utilizado para acessar a internet no dia a dia, utilização de aplicativos, frequência no uso de celular, dúvidas e receios relacionados ao uso da tecnologia. O link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeaNy3vWVXT-onZRlnbow7-gU051K8Q6kGZMpL_En3ch9zdSw/viewform estará disponível para respostas até o dia 10 de setembro.

O projeto faz parte de uma investigação com a comunidade local para estruturar ações formativas e de diálogo, fortalecendo a cidadania digital e a autonomia dos participantes na navegação em redes sociais e aplicativos do cotidiano. O objetivo é promover a inclusão e o letramento digital de idosos do município por meio de ações educativas e mediadas por estudantes do Polo, reduzindo o isolamento tecnológico e prevenindo riscos digitais a partir de diagnósticos reais e metodologias participativas.

“O projeto, coordenado pela professora Neirelise Buske, nasceu da percepção dos próprios estudantes sobre a dificuldade que muitas pessoas idosas enfrentam no uso das tecnologias. Então, a partir dessa realidade, surgiu a ideia de aproximar as gerações, colocando conhecimento e protagonismo dos nossos alunos a serviço da comunidade em si, promovendo a inclusão, a autonomia, a segurança desse ambiente digital que muitas vezes para os idosos traz uma certa estranheza, gera muita insegurança”, comenta a diretora do polo, Fernanda Guedes.

Próximos passos

A partir da tabulação dos dados obtidos por meio do questionário, inicia-se uma parceria entre a Secretaria de Educação e Secretaria da Pessoa Idosa (SPI): a articulação entre as pastas resultará em visitas dos alunos à sede da SPI para escuta qualitativa e mapeamento de dúvidas temáticas sobre tecnologia.

Entre os métodos utilizados pelos estudantes para a formação, estão oficinas presenciais práticas em forma de palestras/minicursos, videoaulas em formato de tutoriais acessíveis ou materiais didáticos impressos/digitais.

Nesta semana, o secretário da Pessoa Idosa, Claudir Maciel, esteve no polo para conhecer o projeto. “Essa conexão entre os estudantes e os idosos, além de tudo, é fundamental para construirmos uma consciência do desejar envelhecer, porque, ao desejar envelhecer, nós estaremos trabalhando para construir um ambiente altamente favorável a isso, em uma cidade segura, adaptada, com uma consciência de respeito aos idosos e, principalmente, sabendo que envelhecer não é chegar ao fim da vida, mas chegar a uma etapa da vida em que nós podemos ter acesso a um leque muito grande de atividades e de nos sentirmos parte da sociedade”, diz.

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