O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a progressão de regime para Mauro Londero Hoffmann, ex-sócio da Boate Kiss condenado a 12 anos de prisão por homicídio e lesão corporal no incêndio de 2013 que matou 242 pessoas.
Ele passa do regime fechado para o semiaberto, inicialmente em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e permissão para trabalhar. A decisão contou com parecer favorável do Ministério Público, e a defesa destaca o cumprimento de todos os requisitos legais.
Avanços para Outros CondenadosMarcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, recebeu livramento condicional após bom comportamento em regime semiaberto desde setembro de 2025.
Ele não usa mais tornozeleira, mas deve se apresentar periodicamente à Justiça, manter emprego lícito e comunicar mudanças de endereço.
Elissandro Spohr, outro ex-sócio, está em regime aberto desde o ano passado, com monitoramento eletrônico, vínculo empregatício e comparecimentos regulares ao Judiciário.
Relembrando a tragédia
O incêndio ocorreu em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria (RS), quando um artefato pirotécnico usado pela banda provocou fogo em ambiente superlotado e sem saídas adequadas de emergência.
A tragédia, que completa 13 anos em 2026, deixou 242 mortos e mais de 600 feridos, sendo uma das maiores do Brasil. Os quatro condenados em 2022 — dois sócios, o vocalista e o roadie Kiko Spohr (ainda em regime fechado) — respondem por omissões em segurança.
Reações e contexto atual
Famílias das vítimas cobram justiça plena, enquanto projetos como o Alerta Kiss buscam prevenir novas tragédias com denúncias de falhas em casas noturnas.
As defesas enfatizam bom comportamento carcerário e cumprimento de pena como bases para os benefícios.
A progressão segue jurisprudência do STJ e TJ-RS, sem exigência de tempo mínimo em regime anterio

