Irã promete caçar Netanyahu em meio a escalada bélica

Tensão ameaça petróleo no Golfo.

Jerusalém e Teerã, 16 de março de 2026 – A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã prometeu, na madrugada deste domingo (15), perseguir e eliminar o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, rotulado como “assassino de crianças” pela agência estatal IRNA.

A declaração, postada no X (antigo Twitter), surge em meio a uma guerra aberta entre Israel, apoiado pelos EUA, e o Irã, com ataques mútuos que já vitimaram líderes de ambos os lados e ameaçam o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico.

A IRNA citou fontes da IRGC afirmando:

“Prometemos caçar e matar o assassino de crianças Netanyahu, se ele ainda estiver vivo”. A ameaça responde a uma operação israelense que, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), eliminou dois altos oficiais de inteligência iranianos do Comando de Emergência “Khatam al-Anbiya”, responsável por operações secretas no Oriente Médio.

Os alvos foram atingidos em um bunker subterrâneo perto de Teerã, em um ataque com drones não tripulados.Israel rebateu prontamente.

Serviços de emergência relataram um lançamento de mísseis iranianos contra o centro do país na noite de sábado, mas interceptores do sistema Iron Dome neutralizaram as ameaças, sem vítimas. “Continuaremos eliminando terroristas que ameaçam nosso povo”, declarou um porta-voz das IDF.

Rumores de morte de Netanyahu alimentam conspirações onlineEnquanto a retórica bélica esquenta, boatos sobre a morte de Netanyahu viralizam nas redes sociais. Internautas no X e Instagram especulam que o líder de 76 anos teria sido assassinado e estaria sendo substituído por uma inteligência artificial (IA).

A teoria ganhou tração após um vídeo recente mostrar o premiê com aparentes “seis dedos” em uma mão – um erro comum em deepfakes gerados por IA.

No registro mais recente, postado neste domingo, Netanyahu aparece em uma cafeteria casual. Ao ser provocado por um interlocutor (“Acho que estão dizendo na internet que você está morto”), ele ergue as mãos e desafia: “Contem meus dedos”.

O vídeo, verificado por especialistas em desinformação da Reuters, mostra cinco dedos em cada mão, desmentindo as alegações.

Netanyahu segue ativo: na sexta-feira (14), ele se reuniu com o secretário de Estado americano Marco Rubio em Jerusalém, gesticulando em coletiva de imprensa.

Contexto da escalada e impactos globais

O confronto intensificou-se após ataques israelenses a instalações nucleares iranianas em fevereiro de 2026, retaliados por drones iranianos contra navios no Estreito de Ormuz.

Analistas da Bloomberg alertam que bloqueios no Golfo podem elevar o preço do barril de petróleo para US$ 150, afetando economias dependentes de importações, como o Brasil. Os EUA, sob pressão doméstica, enviaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln à região, enquanto a ONU convoca reunião de emergência para esta segunda-feira (17).

O Irã, por sua vez, mobiliza aliados como o Hezbollah libanês, que lançou foguetes contra o norte de Israel. Até o momento, o conflito soma mais de 200 mortes, majoritariamente civis iranianos, segundo o Ministério da Saúde de Teerã.

Netanyahu, vivo e combativo, prometeu “respostas decisivas”. Resta saber se as palavras do Irã se materializarão em ação – ou se a diplomacia freará a espiral de violência.

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