Caso choca o Litoral Norte de SC e envolve crimes cibernéticos e exploração infantil; mãe denunciou após perceber mudanças no comportamento da criança.
Balneário Camboriú, 25/03/2026 – 05h38
Uma investigação da Polícia Federal (PF) resultou na prisão temporária de um homem suspeito de produzir e compartilhar fotos nuas de sua própria filha, de apenas 4 anos, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina.
O caso, que ganhou contornos internacionais, expõe a rede de crimes cibernéticos envolvendo exploração infantil e reforça a importância da vigilância parental na era digital.
Denúncia da mãe impulsiona apuração
Tudo começou quando a mãe da criança notou alterações no comportamento da filha e decidiu buscar ajuda.
A denúncia inicial foi feita em Itajaí, mas não prosperou por falta de provas concretas na época. O caso escalou para uma disputa judicial entre os pais, com acusações mútuas de alienação parental.
Diante da inércia, a mãe recorreu diretamente à PF, que assumiu as investigações há cerca de quatro meses.
“A persistência da denunciante foi crucial para desmantelar a rede”, destacou uma fonte envolvida na apuração, sob condição de anonimato.
Indícios de rede internacional e prisão do suspeito
Os peritos da PF identificaram evidências de que o pai enviava os arquivos para usuários em outros países, configurando crimes como produção de material de abuso sexual infantil e disseminação em redes digitais.
A operação culminou na prisão provisória do investigado, que agora responde em liberdade com medidas cautelares impostas pela Justiça, como proibição de contato com a vítima e monitoramento eletrônico.
Balneário Camboriú, conhecida por seu turismo e qualidade de vida, vê mais um caso grave de violência doméstica e cibercrime. Autoridades reforçam que denúncias anônimas pelo Disque 100 ou app da PF podem prevenir tragédias semelhantes.
Defesa nega e caso segue sob sigilo
A defesa do suspeito nega as acusações, afirmando plena colaboração com as autoridades.
“Meu cliente é inocente e confia na Justiça”, declarou o advogado em nota. O processo tramita em sigilo judicial, e a PF não divulga detalhes para proteger a criança.
O caso reacende debates sobre proteção infantil online em Santa Catarina, onde registros de exploração digital cresceram 30% nos últimos anos, segundo dados do Ministério Público.

