Camboriú, SC – 20 de março de 2026 – Em meio ao boom populacional e econômico, com cerca de 177 mil habitantes fixos, Camboriú é o município que mais cresceu no Brasil em 2025 segundo o prefeito Lenel Pavan e a concessionária Águas de Camboriú, do grupo Aegea SC, anunciou a implantação da uma estação de tratamento de esgoto (ETE) muito moderna já encomendada pela prefeitura.
A declaração veio de Reginalva Mureb, presidente da empresa, durante entrevista ao Portal O Janelão na central regional da Aegea, ao lado do prefeito.
“A prefeitura nos encomendou a estação de tratamento de esgotos mais moderna que tiver”, afirmou Mureb. O projeto prevê tratamento terciário avançado, com remoção de mais de 90% da carga orgânica, além de fósforo e nitrogênio – nutrientes que causam eutrofização em rios e lagoas. Essa tecnologia acelera a despoluição do Rio Camboriú, receptor de esgotos de bairros como Monte Alegre e Conde Vila Verde. A ETE será instalada em terreno do IFC (Instituto Federal de Santa Catarina), em parceria com a reitora Sirlei Albino, facilitando o transporte de efluentes pela topografia local.
Pavan destacou a urgência
Com projeção de 217 mil habitantes até 2030 (IBGE), a cidade enfrenta demanda explosiva por saneamento.
“Camboriú tem área territorial três a quatro vezes maior que Balneário Camboriú, atende o dobro de pacientes nos postos de saúde e registra 100 mil veículos e 40 mil motos emplacadas. O crescimento é fora da curva, com prédios, marinas e até um pico de 686 metros em projeto”, disse.
Sem tratamento adequado, entulhos e esgotos domésticos poluem o rio, agravando problemas em uma bacia compartilhada com Balneário Camboriú.
Expertise da Aegea em casos reais
Mureb citou exemplos comprovados da Aegea para validar a eficácia: Lagoa de Araruama (RJ): Em 2005-2008, eutrofizada e sem peixes ou camarões. Após tratamento avançado, recuperou biodiversidade, com avistamentos de cavalos-marinhos em águas límpidas.Lagoa Rodrigo de Freitas e Praia do Flamengo (RJ): De mortandade de peixes a locais para esportes náuticos e natação.
“Esperamos que o prefeito Pavan possa tomar banho no Rio Camboriú”, brincou Mureb, reforçando o compromisso.
Pavan prometeu cobrar licença ambiental e até mergulhar no rio em um ano, como símbolo de revitalização.
Contexto e ações complementares
O anúncio coincide com o Dia Internacional da Água (22/3), marcado pela 2ª edição da limpeza coletiva do Rio Camboriú, com mais de mil inscritos, 100 entidades, escoteiros e apoio da Aegea. Pavan agradeceu a empresa por garantir abastecimento em 2025 – exceto por rompimento acidental da SCGás, que resultará em multa revertida para investimentos locais.A parceria público-privada, incluindo governo federal via IFC, visa sincronizar saneamento com infraestrutura, educação (6 mil alunos a mais que Balneário) e mobilidade (160 mil pessoas circulando diariamente). “Faltava vontade política; agora, estamos resolvendo”, resumiu o prefeito.
Especialistas em engenharia ambiental elogiam o tratamento terciário: remove contaminantes além do básico (primário/secundário), com processos como precipitação química para fósforo ([ \ce{PO4^3-} ]) e desnitrificação biológica para nitrogênio ([ \ce{NO3^-} \to \ce{N2} ]). Isso pode elevar a qualidade do efluente a padrões Classe 1 (Conama 430/2011), viabilizando reúso ou descarga segura. \ce{PO4^3-} \ce{NO3^-} \to \ce{N2}
Camboriú, “maior que Balneário em população e território”, posiciona-se como polo regional.
A ETE promete novos tempos para as duas cidades irmãs.

