Após ser ameaçado novamente por Trump Irã fala em fechar totalmente Ormuz e atacar usinas no Golfo

Teerã, 23 de março de 2026 – O mundo está prestes a mudar completamente  diante de uma escalada sem precedentes entre Estados Unidos e Irã.

Neste domingo (22), o presidente  americano Donald Trump emitiu um ultimato direto: o Irã tem 48 horas para reabrir o Estreito de Hormuz, sob pena de ataques a usinas de energia iranianas. A ameaça veio em meio a mais de três semanas de guerra que já desafia a economia global, com o petróleo disparando e riscos de inflação generalizada.

Em resposta imediata, o porta-voz do exército iraniano, Khatam al-Nibya, prometeu retaliação feroz.

“Se as ameaças se concretizarem, o Estreito de Hormuz será completamente fechado até que as usinas de energia sejam reconstruídas”, declarou.

Ele ampliou o alerta para além do Golfo Pérsico: usinas de energia, infraestrutura energética e de tecnologia da informação de Israel estariam na mira, assim como empresas regionais com acionistas americanos e instalações de países que abrigam bases dos EUA. A retórica elevou temores sobre usinas nucleares na região, com analistas alertando para um “efeito dominó” catastrófico.

O conflito tem raízes no bloqueio quase total imposto pelo Irã à vital via marítima, por onde passa 20% do petróleo mundial. Trump, sob pressão doméstica pela alta nos preços de combustíveis em ano de eleições de meio de mandato, busca uma solução rápida.

“Não toleraremos mais esse estrangulamento econômico”, disse o presidente em pronunciamento televisionado.

Seu secretário do Tesouro, Scott Besant, reforçou a postura belicosa:

“Pode ser necessário intensificar os ataques para encerrar essa guerra de uma vez”.

Contexto e impactos globais

A guerra, iniciada há mais de três semanas, já provocou uma alta de 40% nos preços do barril de petróleo, pressionando economias dependentes de importações, como o Brasil. Mercados asiáticos e europeus registraram quedas nesta segunda-feira, enquanto o dólar se fortalece como refúgio. Especialistas em energia preveem que um fechamento total do Estreito poderia triplicar os preços, alimentando inflação e recessão mundial.

No Oriente Médio, aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Emirados Árabes, reforçaram defesas em suas infraestruturas energéticas. Israel, citado explicitamente pelo Irã, mobilizou forças de defesa cibernética.

Enquanto diplomatas buscam mediação via ONU, que não está servindo para quase nada, a troca de ameaças sugere que a paz está mais distante do que nunca.

O prazo de Trump expira na terça-feira (24). O mundo espera – e teme – o próximo movimento.

A  (Photo by Martin LELIEVRE / AFP)

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