Equipamentos ampliam a eficiência no processamento do lodo, contribuindo para a redução dos odores na ETE.
As duas prensas desaguadoras de lodo reformadas pela Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) entraram em funcionamento nesta sexta-feira (31). Os equipamentos foram reinstalados na Estação de Tratamento de Lodo (ETL) da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Bairro Nova Esperança e na Estação de Tratamento de Água (ETA).
Com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, os equipamentos estavam no município de Capinzal (SC), sede da empresa fabricante, onde passaram por uma revisão completa e reforma especializada para recuperar a capacidade operacional e restabelecer a eficiência do processo de desaguamento do lodo.
As prensas retornaram ao município na última segunda-feira (27), quando as equipes técnicas iniciaram a reinstalação mecânica dos equipamentos, atuando nas conexões elétricas e hidráulicas e nos ajustes eletrotécnicos necessários para a retomada segura das operações. Após testes e regulagens, as duas prensas passaram a funcionar conforme a demanda de cada unidade.
Os equipamentos retiram grande parte da água presente no lodo produzido durante o tratamento de água e esgoto. O processo reduz a umidade e o volume do material, facilitando o armazenamento temporário, o transporte e a destinação ambientalmente adequada.
Na ETE, são retiradas diariamente entre oito e dez caçambas de lodo processado pelas prensas. Como cada caçamba comporta até cinco toneladas, a quantidade retirada pode chegar a 50 toneladas por dia, dependendo do volume gerado e das condições operacionais da estação.
Com a melhora no desempenho do equipamento, o lodo poderá ser desidratado e retirado com maior regularidade, reduzindo o tempo de permanência do material úmido dentro da unidade. A expectativa da Emasa é que, após um período de 10 a 15 dias de funcionamento contínuo, a população já perceba diferença na ocorrência de odores nas proximidades da estação.

Segundo o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, a entrada em operação representa uma etapa importante para melhorar a eficiência da ETE e enfrentar os episódios de mau cheiro.
“Depois de uma reforma completa e de um trabalho intenso das equipes durante a reinstalação, as duas prensas estão funcionando plenamente. Na ETE Nova Esperança, teremos mais capacidade e melhor desempenho no processamento diário do lodo. Com a retirada mais rápida e regular desse material, esperamos perceber, dentro de 10 a 15 dias, uma melhora muito significativa na questão dos odores”, destacou Auri.
Na ETA, a prensa também voltou a desidratar o lodo gerado durante as etapas de tratamento e clarificação da água. A quantidade processada varia conforme a vazão tratada, a turbidez da água captada, a dosagem de produtos químicos e as condições operacionais da unidade.


