Estudantes da Uniavan em Balneário Camboriú protestam contra elevador quebrado há cerca de três meses

“Cadeirantes carregados nos braços”.

Balneário Camboriú, 26 de março de 2026 – Um drama de acessibilidade toma conta do Bloco 2 do Centro Universitário Avantis (Uniavan), em Balneário Camboriú. Há quase três meses, desde o início do semestre letivo, o elevador que dá acesso aos atendimentos jurídicos, fisioterapêuticos e psicológicos está em manutenção. O problema afeta dezenas de estudantes, pacientes e familiares, mas atinge com mais gravidade quem depende de mobilidade reduzida – especialmente no núcleo de fisioterapia, localizado no terceiro andar.

Pacientes cadeirantes, muitos deles pessoas carentes atendidas gratuitamente pelo serviço essencial da faculdade, enfrentam cenas constrangedoras e humilhantes: são carregados nos braços por familiares para subir os três lances de escada.

“É inseguro, indigno e viola a dignidade humana”, relatam estudantes que presenciam a situação diariamente.

O grupo de turmas já cobrou a reitoria, e professores encaminharam mensagens aos responsáveis, que alegam aguardar “peças” para o conserto – sem prazos concretos.
Acessibilidade em xeque: violações legais e constitucionais.

A questão vai além do desconforto: configura violação direta de direitos fundamentais.

Conforme o abaixo-assinado criado pelos estudantes – intitulado “ABAIXO-ASSINADO-SOLICITAÇÃO URGENTE DE RESTABELECIMENTO DE ACESSIBILIDADE” –, a omissão fere a Constituição Federal de 1988 (dignidade da pessoa humana, art. 1º, III; direito à saúde, arts. 6º e 196; igualdade, art. 5º) e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que obriga instituições de ensino a garantir acessibilidade segura e autônoma para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

No documento, assinado por alunos e circulando nas redes, destacam-se os impactos:

“Pacientes submetidos a situações extremamente constrangedoras, sendo carregados por familiares, afrontando princípios de respeito e humanidade”.

A Uniavan, que presta suporte vital a comunidades carentes de Balneário Camboriú e região, vê sua imagem de responsabilidade social abalada pela negligência.

Reclamações ignoradas e cobrança por ação imediata

Estudantes como [insira nome ou “um aluno do curso de Fisioterapia”, se disponível] relatam:

“Todo mundo é afetado, mas quem precisa de fisioterapia sofre mais. Subir três andares é impossível sem ajuda, e isso atrasa tratamentos essenciais”.

Apesar das denúncias à reitoria, não há sinal de solução.

O abaixo-assinado exige restabelecimento imediato do elevador, manifestação formal da instituição com prazos e medidas efetivas.

A situação expõe falhas graves em uma cidade turística como Balneário Camboriú, referência em qualidade de vida, mas que ainda luta por inclusão plena. A Uniavan foi procurada para comentários, mas até o fechamento desta reportagem não se manifestou.

O movimento ganha força nas redes sociais.

Deixamos espaço aberto aqui também para faculdade se manifestar.

#AcessibilidadeUniavan #ElevadorQuebradoBC #DireitosHumanos

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