Camboriú, SC – O Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú (Sisemcam) enfrenta controvérsias sobre a eleição da gestão liderada por Angelita Ferreira da Silva, empossada em fevereiro de 2026, com acusações de falta de transparência e irregularidades em assembleias.
Filiados, incluindo o professor David Alexsandro Coelho, filiado há 17 anos, denunciam baixa divulgação do pleito, ausência de prestações de contas claras e práticas antissindicais, prometendo levar o caso ao MPSC e Ministério do Trabalho.
Vídeos de discussões acaloradas em reuniões, como as de 10 de fevereiro no bairro Areias e 6 de março na Câmara de Vereadores, circulam nas redes sociais.
Críticas dos filiados e histórico de instabilidade
Servidores cobram legitimidade na eleição “secreta“, publicada segundo eles em jornal de baixa circulação sem ampla divulgação, inclusive ao Portal O Janelão, principal canal local, não ficou dando do pleito.
Acusações incluem negociações ineficazes, suspeitas de nepotismo ou conflito de interesses com familiares comissionados na prefeitura, e taxas sindicais de 1% a 1,5% sem contrapartidas.
O sindicato tem histórico de duas diretorias anteriores judicializadas por falta de transparência, erodindo sua credibilidade entre os cerca de 700 filiados.
Tensões em assembleias recentes
Na assembleia de 6 de março, cerca de 100 profissionais lotaram o plenário da Câmara para analisar o ofício 22/2026 do secretário Roberto Ferreira de Faria, com respostas da prefeitura consideradas repetitivas e insuficientes sobre reajuste salarial.
Filiados reprovaram unânimes as propostas, exigindo cálculos detalhados em projeto de lei enviado sem diálogo, com votação ocorrendo por iniciativa própria dos servidores.
A gestão foi criticada por apresentar relatórios de 34 meses passados em vez de pautas atuais, levando a desistências, e por falta de iniciativa em comissões temáticas como Educação, Saúde e Obras
O que disse o Sisemcam sobre as acusações
O sindicato rebateu as denúncias em nota detalhada ao Portal O Janelão. Sobre a eleição, afirmou cumprimento estrito do Estatuto Social via Comissão Eleitoral independente, com aclamação da Chapa nº 1 por ausência de impugnações e única chapa válida, registrada no Ofício nº 01/2025.
A divulgação seguiu edital no mural da sede, jornal local e site do Sisemcam, atendendo normas internas. Transparência em assembleias e contas é garantida por Conselho Fiscal, com documentos disponíveis sob requerimento formal, e apoio ao trabalhador via negociações, fiscalizações e encaminhamentos judiciais.
Práticas antissindicais são refutadas, valorizando divergências democráticas mas repudiando ofensas; reuniões focais em cinco áreas serão amplamente divulgadas, e informações sobre reajuste baseiam-se em análises técnicas e negociações com o Executivo.
A gestão enfatiza controle interno e diálogo responsável, tratando questionamentos com fatos concretos em vez de especulações em redes sociais.
Próximos Passos e Perspectivas
Denúncias prosseguem para apuração pelo MPSC e Ministério do Trabalho, com novas assembleias e comissões em formação podendo intensificar tensões.
O Sisemcam planeja fortalecer representatividade, enquanto filiados demandam maior accountability na gestão sindical. O caso reflete desafios recorrentes na representação de servidores municipais em Camboriú.
Jornalismo O Janelão

