A ex-deputada estadual Ângela Albino filiou-se ao PDT, em evento no Hotel Castelmar, em Florianópolis, consolidando sua posição como possível vice na chapa do ex-deputado Gelson Merísio ao Governo de Santa Catarina.
Segundo fontes políticas, o movimento integra uma frente de centro-esquerda com PT, PSB, PCdoB e Solidariedade, visando as eleições de outubro.
Contexto da chapa majoritária
Merísio, filiado ao Solidariedade e com possível migração para o PSB, lidera o arranjo como pré-candidato a governador, e pode ter Ângela como vice.
Ao Senado, o desenho inicial aponta Décio Lima (PT) e o ex-senador Dário Berger, cuja filiação ao PDT é especulada e impulsionada pela nomeação de seu irmão Djalma à Itaipu.
Há conversas com o PSOL, que tem Afrânio Boppré como pré-candidato ao Senado ou governo.
Declarações e histórico
Ângela Albino confirmou a filiação e disse: “Se não houver outros movimentos mais substanciais, estarei pronta, preparada e querendo”.
Ela e Merísio foram aliados em 2014 na coligação de Raimundo Colombo e em 2018, apesar de oposições passadas como em 2012 em Florianópolis.
Merísio, que disputou o governo em 2018 e venceu o 1º turno, coordena articulações para uma frente ampla contra a extrema-direita.
Desafios da aliança
A chapa heterogênea reúne trajetórias diversas, com histórico de transições ideológicas, demandando harmonização para competir em Santa Catarina, estado resistente à esquerda.
O PSOL ainda define posição, podendo alterar o cenário nas próximas semanas.

