Polícia Federal desmantela esquema de monitoramento ilegal ligado ao Banco Master;
Justiça bloqueia R$ 2 bi de familiar do dono
Campinas, SP – Uma operação da Polícia Federal (PF) revelou um esquema de vigilância clandestina e pagamentos ilícitos envolvendo figuras ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor da Igreja da Lagoinha, organizava os repasses por serviços de monitoramento ilegal de alvos.
Vorcaro, proprietário do banco, é acusado de usar uma casa alugada – alternadamente para fins familiares e eventos privados com garotas de programa estrangeiras – como ponto de encontros que incluíam supostos políticos, cujas identidades ainda não foram divulgadas pela PF.
Registros eleitorais apontam doações de campanha de Zettel: R$ 3 milhões para Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio de Freitas (SP).
No núcleo operacional, destacam-se Luiz Felipe Mourão, chamado de “sicário” pelo grupo e responsável por identificar, localizar e vigiar pessoas ligadas a investigações ou críticas ao conglomerado econômico do Banco Master.
Mourão, preso recentemente, atentou contra a própria vida e faleceu. Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, usava contatos na corporação para obter dados sigilosos e realizar as vigilâncias.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 2 bilhões em contas do pai de Vorcaro, ex-sócio do apresentador Roberto Justus.
Outros episódios incluem tentativas de salvamento do banco por Ibanez Rocha (DF) e aplicação de quase R$ 1 bilhão da Previdência do Rio de Janeiro no Banco Master, autorizada por Cláudio Castro.
A PF continua as apurações, com foco em conexões políticas e financeiras. O caso expõe vulnerabilidades em instituições financeiras e redes de influência

