Na última semana, o presidente do Sebrae, Décio Lima, fez declarações contundentes sobre a situação do Porto de Itajaí, um terminal estratégico para a economia nacional. Lima questionou a responsabilidade pela paralisação das atividades do porto, que ficou sob gestão municipal entre 2022 e 2024.
Críticas à gestão anterior
Lima não poupou críticas à administração anterior, que, segundo ele, deixou o porto em um estado de sucateamento.
“Como é que se explica deixar os contratos vencerem e permitir que o porto fique sem guindastes e mecanismos de operação? Isso é inadmissível”, afirmou. Ele se referiu à falta de manutenção e operação do terminal, que acumulou dívidas em torno de R$ 48 a R$ 49 milhões.
Federalização e novos rumos

Em 2 de janeiro de 2025, o Governo Federal reassumiu o controle do porto, inicialmente delegando a gestão à Autoridade Portuária de Santos (APS) e, posteriormente, transferindo para a Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia). A federalização foi vista como uma medida necessária para reverter o cenário de sucateamento e garantir a retomada das operações.
Investimentos e resultados
Após a federalização, o governo anunciou investimentos de cerca de R$ 689 milhões para modernização e ampliação do porto. Em 2025, o terminal voltou a operar com a JBS Terminais, que assumiu uma concessão temporária. Os resultados não tardaram a aparecer: no primeiro mês sob gestão federal, o porto registrou um crescimento de 30% e um faturamento de R$ 100 milhões no primeiro semestre.
O futuro do porto
O futuro do Porto de Itajaí parece promissor. O Governo Federal planeja um leilão para o arrendamento definitivo do terminal, previsto para 2026, com o objetivo de atrair investimentos bilionários e garantir a estabilidade a longo prazo.
“Estamos enfrentando um desafio grande, mas com toda a responsabilidade para entregar um porto que represente não apenas nossa cidade e estado, mas a soberania do Brasil e a economia nacional”, concluiu Lima.
Com essa nova fase, o Porto de Itajaí busca não apenas recuperar sua importância no cenário logístico, mas também reestabelecer a confiança da comunidade e dos investidores. A esperança é que, com a colaboração entre os setores público e privado, o porto possa se tornar um exemplo de eficiência e desenvolvimento sustentável.

