Intervenções somam mais de R$ 60 milhões e fazem parte da recuperação dos sistemas de esgoto da cidade
Balneário Camboriú está avançando em uma série de obras para modernizar o sistema de esgotamento sanitário. Somente entre os principais investimentos em andamento na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Nova Esperança e na Região Norte, a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) soma mais de R$ 60 milhões em intervenções.
A maior delas está na ETE Nova Esperança. O novo tratamento preliminar já ultrapassa R$ 40 milhões em investimentos e entra na fase final de implantação. É nessa estrutura que começa o tratamento de todo o esgoto que chega à unidade, com a retirada dos resíduos sólidos antes das demais etapas do processo.
A nova estrutura contará com equipamentos de última geração, incluindo peneiras que vão ampliar a retenção de resíduos e trazer mais eficiência e segurança para a operação da estação.
Ainda na ETE, a Emasa está recuperando o terceiro decantador, com investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão. O trabalho se soma à manutenção da prensa da Estação de Tratamento de Lodo e a outras intervenções realizadas para recuperar estruturas e equipamentos da unidade.

“Estamos fazendo investimentos em diferentes etapas do sistema, da rede até o tratamento. São obras necessárias para recuperar estruturas, incorporar novas tecnologias e dar mais eficiência ao saneamento de Balneário Camboriú. É um trabalho que muitas vezes não aparece para a população, mas que tem impacto direto no funcionamento da cidade e na qualidade ambiental”, disse o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni.

Mais de R$ 20 milhões na Região Norte
Outra frente concentra mais de R$ 20 milhões em investimentos no saneamento da Região Norte. Uma das ações é o diagnóstico detalhado da rede de esgoto, que utiliza hidrojato, inspeção com câmeras e testes de fumaça para identificar fissuras, infiltrações, obstruções, ligações inadequadas e outros problemas.
A tecnologia permite que as intervenções sejam direcionadas exatamente aos pontos onde as falhas são encontradas, reduzindo a sobrecarga das tubulações e estações elevatórias e diminuindo o risco de extravasamentos.
As ações na Região Norte também têm relação com a recuperação do Canal do Marambaia. Ao corrigir problemas na rede e reduzir a possibilidade de que efluentes cheguem à drenagem pluvial, o trabalho contribui para a qualidade da água do canal e, consequentemente, da Praia Central.

